quarta-feira, 7 de julho de 2010

Desapontamento

É triste a situação do CRB em todos os âmbitos, em toda sua estrutura. Os erros se sucedem, um após o outro. A diretoria não sabe lidar com futebol. O Conselho é fechado e capitaneado pelas mesmas cobras de sempre, que querem se locupletar de uma forma ou de outra do clube. Esses nunca largam o osso. Propostas de democratização do clube são rechaçadas. A imprensa se cala – nem toda ela, diga-se. A política do CRB não mudará em curto prazo. Não obstante, espero que a torcida não perca a capacidade de se rebelar, de se indignar, pois eu já me exauri (ao menos por ora). Conhecer o CRB por dentro me fez ter nojo; e não é nada bom enojar algo que se ama. Preciso de um tempo...

Louve-se o rival, que já tem um estatuto compatível com sua importância. Nesse aspecto eles estão na nossa frente, sem dúvida. Ouvi de conselheiros do CRB – incluindo do Presidente do Conselho Deliberativo, o qual eu recuso-me a pronunciar o nome – que o problema do clube não é “só o estatuto”. E, de fato, não é. Qual o problema, então, de democratizar (sendo repetitivo) os poderes do clube?

O rival, agora, possui torcedores (que torcem, que amam o clube, e não "torcedores" da maneira pejorativa que ladram os conselheiros do CRB) no comando do clube. Conheço pessoalmente dois deles – Gustavo Dacal, vice-jurídico, e Luiz Gutemberg, vice-médico – e sei que ambos amam seu clube incondicionalmente; conheço a ambos desde que éramos crianças. No CRB, por outro lado, os torcedores de mesma boa estirpe dos azulinos citados são alijados do clube. E sempre os “abnegados” e “beneméritos” (ditos por eles mesmos, é bom que se frise) continuam a levar o clube a um buraco que parece não ter fim.

Sempre à procura de um “salvador da Pátria”, seja dentro do campo, no comando técnico ou na direção, o CRB é clube sem perspectiva. Sempre se busca a saída mais fácil. Ano passado, trouxeram, findo o Campeonato Alagoano, o Arnaldo Lyra, que teria “experiência na Série C e saberia contratar jogador”. Eles (diretores) não percebem a tácita confissão de incompetência para fazê-lo. Atestaram a incompetência do técnico (como se ninguém soubesse...) e o mandaram embora; junto a ele se foram os “peixes”. Este ano, mesma coisa, só mudou o nome do técnico; o nome da vez, Celso Teixeira.

O rival, por outro lado, já mostrou independência do departamento de futebol. Trouxe as contratações, independente de ser “da confiança” do técnico. Outro ponto a favor deles e, triste para mim, contra nós. E não tem sequer um “abastado abnegado” para salvar a lavoura.

Tenho que admitir, com a realidade institucional, estatutária e política do CRB, as perspectivas do rival são muito maiores, em curto, médio e longo prazo.