terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ouça a sua pulga atrás da orelha!

Quando o Marcos Barbosa anunciava os reforços antes mesmo de eleito presidente do CRB, uma informação me parecia muito estranha. A informação dizia respeito ao meio-campo Alan, ex-Fluminense. O que mais se dizia – pela imprensa e pelo agora presidente aclamado – era que ele jogou no Cruz Azul, do México. A informação era essa, ipsis litteris, "Cruz Azul, do México", ponto. Ou seja, seria um dos maiores clubes do futebol mexicano, oito vezes campeão daquele país e cinco vezes campeão da Liga dos Campeões da CONCACAF. Uma ótima referência, não é? Acho que todos pensaram assim. Eu também pensei assim.

Mas uma pulga atrás da orelha me dizia que havia alguma coisa errada. De início alguns pensaram ser o Alan recentemente saído do Fluminense para o Salzburg, da Áustria. E, obviamente, não era. A pulga me alertou!

Estava ouvindo o programa da Rádio Gazeta, e a idéia entre os comentadores era de que ele (o Alan que o CRB está trazendo) jogou no Cruz Azul – um dos maiores e mais tradicionais clubes do México.

Como a pulga não me deixava em paz, fui à procura de informações. E não é que a pulga tinha razão! O Alan jogou no Cruz Azul, não o da Cidade do México, supercampeão mexicano, mas no de Hidalgo, da segunda divisão. Seria mais ou menos como se anunciassem um jogador do Flamengo, esquecendo-se de dizer que se era o do Piauí (com todo respeito ao time de Teresina).

A fonte? A imprensa forneceu fonte alguma para fomentar essa informação equivocada? Não, apenas acreditou (ou reproduziu) na palavra do presidente eleito ou do empresário do jogador, ao que me parece.

Não quero procurar chifre na cabeça de cavalo, mas isso me parece que querem vender ao CRB (ou à torcida) gato por lebre! Bem, pelo menos é isso que a danada da pulga está me dizendo agora.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ah, o Hino Oficial do CRB...

Quando era criança, costumava ouvir repetidas vezes uma gravação do hino do CRB. Era bem antiga e arcaica. Mas eu adorava! Vai ver que adorava justamente por ser arcaica.

Poucos conheciam o hino do CRB. Eu decorei o hino do clube de coração de tanto ouvi-lo no meu antigo e finado Micro System (espero não parecer velho...). Boas lembranças daquele aparelho... Mas não vem ao caso!

Perdi a fita cassete, o Micro System se quebrou... Aquela velha gravação ficou para trás.

Em 2001, foi lançado, através da Confraria do Galo, um CD com músicas do meu amado Clube de Regatas Brasil. Muito bom por sinal! O hino, que não poderia faltar, estava lá. Mas nunca me marcou, nem me tocou. E isso não é uma crítica. Mas uma coisa que me chateou - e aqui, sim, é uma crítica - foi ouvir uma passagem do hino dizendo "o futuro venceremos alegres, firmes, de pé". Eu tinha certeza que, invés de venceremos, era esperaremos. Claro, lembrava da antiga gravação.

O hino se popularizou, finalmente, entre os torcedores do CRB. Mas a tal passagem - a do venceremos - caiu na boca da nação regatiana. Aquilo de certa forma me incomodava. Eu tentava argumentar que era "esperaremos", e não "venceremos". Mas como uma mentira repetidas várias vezes se torna verdade absoluta, ninguém me dava crédito. Eu teria que provar, como um bom chato que sou.

Hoje fui no maravilhoso Museu dos Esportes, de administração do guerreiro Lautheney Perdigão. E lá encontrei a partitura do hino oficial, de autoria de Jayme de Altavila. E eis a partitura a seguir... Ufa!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Jogadores do CRB em greve

Fiquei surpreso no dia de ontem, quando da minha chegava ao cursinho, soube que os jogadores do CRB fizeram greve por conta dos salários atrasados. Não que seja uma novidade ou algo inesperado, mas susto de torcedor, tão somente. Triste momento atravessa o Galo.

Apesar de ser regatiano e de sentir muito pelo momento do CRB, o direito de greve deve ser assegurado a todo trabalhador. Com os atletas profissionais de futebol não pode ser diferente, apesar de que às vezes se pensa que futebol é uma espécie de “mundo paralelo”, fora da sociedade, com suas próprias leis, costumes e conjunto ético-moral. Esse pensamento eu já vi e vive, sem, no entanto, concordar com ele, por óbvio.

Convenhamos, meus caros, quem vive da atividade econômica – e os clubes de futebol, apesar de não serem empresas na concepção da palavra, oscilam suas finanças de acordo com mercado financeiro – assume os riscos desta, nunca o trabalhador. Isso é premissa básica do Direto vigente no Brasil. Se a porca apertar, vire-se, patrão; mas os direitos trabalhistas não devem ser sacrificados. O futebol, insisto, não é um mundo paralelo, portanto, não está fora desse contexto.

Os clubes de futebol de todo o Mundo, não só de Alagoas ou do Brasil, devem. E quanto maior a receita, maior a dívida (vide clubes como Real Madrid, Chelsea e Manchester United, três dos maiores devedores do futebol mundial). Se não devem salários aos jogadores, devem a fornecedores, parcelas de empréstimos bancários, parcelas da aquisição de direitos federativos de jogadores, contratação de serviços etc. A esses clubes restam, pelo menos, “a opção de escolha”, quando sacrificam essas quitações para não atrasar salários de jogadores. O CRB tem essa opção? Não preciso dizer que hoje pouco tem para cobrir suas necessidades básicas.

Claro que o ideal é não dever, mas o mercado oscila e os atrasos nas prestações das obrigações acontecem, mesmo, seja o clube organizado ou não. E é justo que o clube opte por não atrasar os salários dos funcionários, quando existe essa alternativa.

Primeiro, que a relação no contrato de trabalho, como se sabe, se caracteriza pela dependência, subordinação e, principalmente, hipossuficiência do trabalhador; nos contratos empresariais, em regra, não há tanta diferença entre os pares.

Sem contar que – agora, sim, falando especificamente do futebol – o atraso dos salários dos jogadores reflete direta e imediatamente no desempenho do time em campo. Não é recomendável, portanto, atrasar salários dos boleiros.

Poderia dizer que os jogadores deveriam ter um pouco de compreensão com o atraso, indo de encontro aos princípios jurídicos que acolhi. Mas seria, confesso, uma flexibilização fundada tão somente na paixão pelo clube de coração. E pra piorar, promessas da direção não foram cumpridas. Isso desmoraliza qualquer argumento que se possa utilizar contra a greve dos jogadores.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Desapontamento

É triste a situação do CRB em todos os âmbitos, em toda sua estrutura. Os erros se sucedem, um após o outro. A diretoria não sabe lidar com futebol. O Conselho é fechado e capitaneado pelas mesmas cobras de sempre, que querem se locupletar de uma forma ou de outra do clube. Esses nunca largam o osso. Propostas de democratização do clube são rechaçadas. A imprensa se cala – nem toda ela, diga-se. A política do CRB não mudará em curto prazo. Não obstante, espero que a torcida não perca a capacidade de se rebelar, de se indignar, pois eu já me exauri (ao menos por ora). Conhecer o CRB por dentro me fez ter nojo; e não é nada bom enojar algo que se ama. Preciso de um tempo...

Louve-se o rival, que já tem um estatuto compatível com sua importância. Nesse aspecto eles estão na nossa frente, sem dúvida. Ouvi de conselheiros do CRB – incluindo do Presidente do Conselho Deliberativo, o qual eu recuso-me a pronunciar o nome – que o problema do clube não é “só o estatuto”. E, de fato, não é. Qual o problema, então, de democratizar (sendo repetitivo) os poderes do clube?

O rival, agora, possui torcedores (que torcem, que amam o clube, e não "torcedores" da maneira pejorativa que ladram os conselheiros do CRB) no comando do clube. Conheço pessoalmente dois deles – Gustavo Dacal, vice-jurídico, e Luiz Gutemberg, vice-médico – e sei que ambos amam seu clube incondicionalmente; conheço a ambos desde que éramos crianças. No CRB, por outro lado, os torcedores de mesma boa estirpe dos azulinos citados são alijados do clube. E sempre os “abnegados” e “beneméritos” (ditos por eles mesmos, é bom que se frise) continuam a levar o clube a um buraco que parece não ter fim.

Sempre à procura de um “salvador da Pátria”, seja dentro do campo, no comando técnico ou na direção, o CRB é clube sem perspectiva. Sempre se busca a saída mais fácil. Ano passado, trouxeram, findo o Campeonato Alagoano, o Arnaldo Lyra, que teria “experiência na Série C e saberia contratar jogador”. Eles (diretores) não percebem a tácita confissão de incompetência para fazê-lo. Atestaram a incompetência do técnico (como se ninguém soubesse...) e o mandaram embora; junto a ele se foram os “peixes”. Este ano, mesma coisa, só mudou o nome do técnico; o nome da vez, Celso Teixeira.

O rival, por outro lado, já mostrou independência do departamento de futebol. Trouxe as contratações, independente de ser “da confiança” do técnico. Outro ponto a favor deles e, triste para mim, contra nós. E não tem sequer um “abastado abnegado” para salvar a lavoura.

Tenho que admitir, com a realidade institucional, estatutária e política do CRB, as perspectivas do rival são muito maiores, em curto, médio e longo prazo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Desmistificando mitos pró pontos corridos.

Os tais pontos corridos - maior símbolo da elitização do futebol - sustenta-se em vários mitos, facilmente refutados.

Um deles, a de que ele atrai mais público (sustentado por jornalistas como Juca Kfouri, por exemplo) será desmistificado aqui. Quem defende essa tese esquece, antes de qualquer coisa, que a média outrora envolvia 40 ou até mais clubes. Hoje, apenas 20. Seria natural se a média aumentasse (já que tem menos clubes, é mais fácil os clubes com média alta "puxar" os demais); mesmo assim, a média não tem aumentado. Lembre-se que os pontos corridos foram implantados em 2003.

1971: 20.360
1972: 17.590
1973: 15.460
1974: 11.601
1975: 15.985
1976: 17.010
1977: 16.472
1978: 10.539
1979: 9.136
1980: 20.792
1981: 17.545
1982: 19.808
1983: 22.953
1984: 18.523
1985: 11.625
1986: 13.423
1987: 20.877 (Copa União, o Brasileirão dos elitistas)
1988: 13.811
1989: 10.857
1990: 11.600
1991: 13.760
1992: 16.814
1993: 10.914
1994: 10.222
1995: 10.332
1996: 10.913
1997: 10.497
1998: 13.487
1999: 17.018
2000: 11.546 (considerando apenas o Módulo Azul e a fase final da Copa JH)
2001: 11.401
2002: 12.866
2003: 10.468
2004: 7.556
2005: 13.600
2006: 12.300
2007: 17.461
2008: 16.992
2009: 17.807


Se, então, compararmos a média, por exemplo, dos 44 clubes participantes Campeonato Brasileiro de 1984 com a atual (desses mesmos clubes). Já seria covardia! Pretendo fazer isso num futuro próximo. Mas ainda faltam dados.

Comecei uma pesquisa na noite de hoje, colhendo dados das médias de público dos integrantes do Clube dos 13 - já que são os que interessam para os defensores dos pontos corridos. Ainda faltam dados, que tentarei preencher em breve - o amigo se puder me ajudar, eu agradeceria. Mas, dos 13 clubes, apenas 2 (Grêmio e São Paulo) tiveram um aumento de média a partir de 2003. Olha, mas duvido muito que isso persista quando do preenchimento dos anos que faltam.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Seleções da Copa 2010: Espanha

Com a confirmação de Iniesta, Torres e Cesc, que vem de lesão, a Espanha tem o melhor elenco da Copa do Mundo 2010.

Um elenco de dar inveja! A seleção espanhola, atual campeã européia, experimenta um favoritismo que nunca teve. É provavelmente a melhor geração da história do futebol espanhol. E isso não veio por acaso. Grande parte deste mérito se deve a formação de base do Barcelona, que revela cada vez mais jogadores.

O técnico Vicente Del Bosque é um privilegiado. Nenhum outro desta Copa do Mundo terá à sua disposição tantas opções, inclusive para variações táticas. Nem o Maradona, tampouco o Dunga, tem os três setores – defesa, meio-campo e ataque – tão equilibrados.

Se o Brasil tem o melhor setor defensivo do Mundo e a Argentina, por sua vez, tem o melhor ataque, a Fúria Espanhola tem as melhores opções para o meio-campo. Porém, ao contrário das principais candidatas ao título, a Espanha não tem um ponto fraco assimilável, não deixa a desejar em nenhum outro setor. A Fúria tem um dos melhores goleiros do Mundo (Iker Casillas), defensores do mais alto nível (Sergio Ramos, Piqué, Puyol etc.), e dois dos melhores atacantes da atualidade (Torres e Villa).

Um dos maiores problemas da seleção do Dunga é a falta de qualidade dos suplentes. E pior, o banco não lhe dá opções táticas. No máximo, um ou outro jogador que joga em mais de uma posição (Daniel Alves, Elano, Ramires e Gilberto, por exemplo). No mais, é real (e assustadora) a possibilidade de, em desvantagem no placar, não ter o que fazer.

Este problema quase crônico da seleção brasileira não se verifica na seleção espanhola. Só entre os suplentes podemos citar: Jesús Navas, Santi Cazorla, Juan Manuel Mata, Andrés Iniesta e Cesc Fábregas. Quem, entre todas as seleções, pode se dar ao luxo de ter jogadores do nível de Fábregas e Iniesta no banco de reservas?

Concordemos, o Brasil tem a melhor defesa deste Mundial, começando pelo goleiro Júlio César (tá, ainda não acertou a lateral-esquerda). Porém, o meio-campo do Brasil é de fazer chorar (ou fazer rir, depende do ponto de vista). O ataque é bom, mas não é dos sonhos de ninguém. A dupla Torres/Villa é, sim, melhor que a dupla Robinho/Luís Fabiano.

O time provável que Vicente Del Bosque levará a campo em 16 de junho, contra a Suíça, deve ser: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevilla; Marcos Senna, Xabi Alonso, Xavi, David Silva; Fernando Torres e David Villa. Notadamente, um 4-2-2-2 (Figura I).

Porém, variações podem (e devem) acontecer – como dito, o Del Bosque tem peças para fazê-lo. A mais provável é a de jogar num 4-1-4-1, com apenas um volante de ofício (Xabi Alonso) e um atacante, sacando o Marcos Senna e um dos atacantes (Torres ou Villa), e fazendo entrar o Iniesta e o Fábregas (Figura II). Outra possibilidade – bem possível – é de jogar com duas linhas de quatro homens, mas sem o cabeça-de-área (o Xabi Alonso da Figura II) e com dois atacantes (Villa e Torres).

Ao contrário do Dunga, opções não faltarão ao técnico espanhol! Outros jogadores de flanco, como Jesús Navas e Santi Cazorla, podem aparecer eventualmente no time, dando mais velocidade pelo lado do campo.

Figura I


Figura II



Olho nele!

Xavi (volante e meia), 30 anos

Xavier Hernández i Creus é um dos maiores destaques do épico time do Barcelona, que conquistou seis títulos (de seis possíveis) na temporada 2008/2009. É um meio-campo quase completo, com passes perfeitos e boa marcação. É certo que Xavi deixará os companheiros de ataque, Torres e Villa, na cara do gol.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Alguém ainda vai usar o Wikipedia como fonte?


O Site do Esporte Interativo, detentora dos direitos de transmissão do Campeonato do Nordeste, cometeu uma gafe daquelas. Ao apresentar os estádios que podem ser sedes de jogos do certame nordestino, ele citou um que não tem qualquer chance de sediar uma partida, o Estádio Gustavo Paiva - que, definitivamente, não irá sediar qualquer jogo oficial este ano. Antes fosse essa a gafe; mas ela foi pior, muito pior. Ao descrever o Estádio Gustavo Paiva, conhecido como Mutange e localizado no bairro de mesmo nome, o site apresentou uma segunda alcunha: "Mundição".

Bem, esse suposto nome faz referência a uma maneira pejorativa que a torcida do CRB usa contra o seu rival, o CSA. Não tem nada de oficial.

Tal alcunha estava diposta no site Wikipedia, onde qualquer um, quando bem entender, pode editar o que lá estiver escrito. E o Esporte Interativo, desafortunadamente, usou o tal site como fonte. Deu no que deu!

Alguém entende o Maradona?

Se a convocação do Dunga gerou polêmica no Brasil, o que será que los hermanos estão achando da convocação do Maradona (à esquerda)? Hoje foi também divulgada a pré-lista da seleção da Argentina. E para minha surpresa, sem Javier Zanetti e Esteban Cambiasso (abaixo), ambos da Internazionale de Milão. Outra ausência comentada foi a de Fernando Gago, do Real Madrid.

Bem, se algum brasileiro estava insatisfeito por ter o Dunga como treinador, deve agradecer aos céus por não ter o Maradona.

A Argentina, notadamente, tem jogadores em melhor fase que o Brasil, principalmente no setor de meio-campo e ataque. Ángel Di María, Gonzalo Higuaín, Carlos Tévez, Diego Milito e Lionel Messi (o melhor do Mundo) estão jogando em um nível que nenhum avançado da seleção brasileira está. Isso é preocupante? Talvez. Lembramos que, apesar da falta de peças ofensivas, a seleção brasileira se notabilizou por um conjunto forte e uma defesa segura (provavelmente a melhor do planeta). E, gostemos ou não, tem resultados muitos mais expressivos que a talentosa seleção argentina. Mas com atacantes assim, os argentinos são candidatos ao título, com ou sem Maradona.

Se no Brasil se gerou polêmicas a convocação de Julio Baptista, Josué e Gilberto Silva, ou a não convocação de Ronaldinho, Ganso e Neymar, o que dizer do Maradona que deixou Estaban Cambiasso fora até mesmo da pré-lista? Hoje, Cambiasso é – sem dúvida – um dos melhores volantes do futebol mundial. Ouso dizer que nenhum brasileiro da posição se compara a ele. Quem dera ter Mascherano e Cambiasso com a “amarelinha”! Mas o Maradona, ao que parece, não quer tê-los; ao menos não quer os dois juntos, já que certamente levará o jogador do Liverpool.

As maiores polêmicas da convocação do Dunga, por mais que não concordemos, tem explicações plausíveis, baseadas em um plano de trabalho que, bem ou mal, tem dado resultados. Seja para a presença ou a ausência de alguém, existe uma explicação. A ausência do Cambiasso é simplesmente inexplicável! Seria como se o Dunga não convocasse o Maicon ou o Lúcio.

Não entendo o motivo da ausência do camisa 19 da Inter de Milão – possível/provável campeã européia –, mas suspeito. Cambiasso é homossexual assumido, e o motivo poderia ser este. Isso só provaria o quanto doente é o Maradona.

Abaixo a lista dos 30 nomes chamados por Diego Maradona:

Goleiros:

Sergio Romero (AZ Alkmar)
Mariano Andújar (Catania)
Diego Pozo (Cólon Santa Fé)

Zagueiros:

Nicolás Burdisso (Roma)
Walter Samuel (Internazionale de Milão)
Nicolás Otamendi (Velez Sarsfield)
Gabriel Heinze (Olympique de Marselha)
Martín Demichelis (Bayern de Munique)
Clemente Rodríguez (Estudiantes)
Fabrizio Coloccini (Newcasttle)
Ariel Garce (Colón de Santa Fé)
Juan Manuel Insaurralde (Newell's Old Boys)

Meio-campistas:

Juan Sebastián Verón (Estudiantes)
Javier Pastore (Palermo)
Ángel Di María (Benfica)
Jonás Gutiérrez (Newcastle)
Javier Mascherano (Liverpool)
Jesus Dátolo (Olympiakos)
Mario Bolatti (Fiorentina)
José Sosa (Estudiantes)
Juan Mercier (Argentinos Jrs.)
Sebastián Blanco (Lanús)
Maxí Rodriguez (Liverpool)

Atacantes:

Lionel Messi (Barcelona)
Gonzalo Higuaín (Real Madrid)
Carlos Tevez (Manchester City)
Sergio Agüero (Atlético de Madrid)
Diego Milito (Internazionale de Milão)
Martín Palermo (Boca Juniors)
Ezequiel Lavezzi (Napoli)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Totti está fora da Copa!

O técnico Marcello Lippi, da seleção italiana (atual campeão mundial), também divulgou a pré-lista para Copa do Mundo. A expectativa girava em torno de três nomes: Francesco Totti (foto), Mario Balotelli e Antonio Cassano. Porém, nenhum dos três foi chamado.




















Goleiros

Gianluigi Buffon (Juventus)
Morgan De Sanctis (Napoli)
Federico Marchetti (Cagliari)
Salvatore Sirigu (Palermo)

Defensores

Salvatore Bocchetti (Genoa)
Leonardo Bonucci (Bari)
Fabio Cannavaro (Juventus)
Mattia Cassani (Palermo)
Giorgio Chiellini (Juventus)
Domenico Criscito (Genoa)
Fabio Grosso (Juventus)
Christian Maggio (Napoli)
Gianluca Zambrotta (Milan)

Meio-campistas

Mauro Camoranesi (Juventus)
Antonio Candreva (Juventus)
Andrea Cossu (Cagliari)
Gennaro Gattuso (Milan)
Marchisio (Juventus)
Ricardo Montolivo (Fiorentina)
Angelo Palombo (Sampdoria)
Simone Pepe (Udinese)
Andrea Pirlo (Milan)
Daniele De Rossi (Roma)

Atacantes

Marco Borriello (Milan)
Antonio Di Natale (Udinese)
Alberto Gilardino (Fiorentina)
Vincenzo Iaquinta (Juventus)
Giampaolo Pazzini (Sampdoria)
Fabio Quagliarella (Napoli)
Giuseppe Rossi (Villarreal-ESP)

Pré-lista de Portugal conta com alagoano Pepe


Pré-lista portuguesa, divulgada pelo técnico Carlos Queiroz, conta com o alagoano Pepe (foto), formado nas categorias de base do CRB. A seleção portuguesa ainda conta com dois brasileiros: Deco, que teve rápida passagem pelo CSA em 1997, e do baiano Liédson.











Eis a lista de Portugal:

Goleiros
Eduardo (Braga)
Daniel Fernandes (Iraklis-GRE)
Beto (Porto)

Laterais direitos
Miguel (Valencia)
Paulo Ferreira (Chelsea)

Zagueiros
Ricardo Carvalho (Chelsea)
Bruno Alves (Porto)
Rolando (Porto)
Ricardo Costa (Lille)

Laterais esquerdos
Duda (Málaga)
Fábio Coentrão (Benfica)

Volantes
Pedro Mendes (Sporting)
Pepe (Real Madrid)
Zé Castro (La Coruña)
Tiago (Atlético de Madri)

Meio campistas
Deco (Chelsea)
Raul Meireles (Porto)
Miguel Veloso (Sporting)
Simão (Atlético de Madri)

Atacantes
Danny (Zenit)
Liédson (Sporting)
Hugo Almeida (Werder Bremen)
Cristiano Ronaldo (Real Madrid)
Nani (Manchester United)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Seleções da Copa 2010: Brasil

Até o início da Copa do Mundo, este blog tentará mostrar como devem jogar as principais seleções que disputarão a competição. É um tanto ousado, confesso. Mas não irei tão longe. Analisar, por exemplo, a seleção da Argélia seria mais do que ousadia, seria uma baita presunção, pois desconheço completamente esta seleção. Farei das principais seleções, na medida do possível; ainda assim, não será tarefa fácil, afinal, quem sabe como jogará a Argentina? Nem o Don Diego sabe... Começamos, então, com o Brasil.

BRASIL
O Brasil deve alinhar na estreia da Copa do Mundo, contra a seleção da Coréia do Norte com: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (André Santos); Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.

Algumas observações precisam ser feitas quanto à seleção brasileira.

A primeira é que, por característica, o time tende a jogar sem a bola, ou seja, explorando os contra-ataques na velocidade, principalmente de Kaká e Robinho. Quem jogar atacando o Brasil (será que alguém fará isso?) deverá ter sérios problemas. A maioria, se não a totalidade, das seleções vai se defender dos ataques brasileiros; muitos jogando atrás da linha da bola. E é aí que o time tem apresentado problemas: superar retrancas. Isso se deve em grande parte às características dos jogadores, que são carregadores de bola. O Brasil não tem hoje a característica do toque de bola, não tem um meia-armador, nem tem o fator surpresa (o que faz com que muitos defendam a convocação do Ronaldinho).

Outro fator determinante do Brasil é a atividade do Maicon, que será um desafogo pelo lado direito. A força e velocidade do lateral brasileiro tende a ser uma das principais armas do time. E quando o Daniel Alves joga no lugar do Elano (que pode ser uma tendência no decorrer da Copa), as jogadas pela direita são de longe a maior força do time.

A maior dúvida segue sendo a lateral-esquerda, onde ninguém se firmou. Michel Bastos, André Santos, Gilberto, Kléber e Marcelo brigam por duas vagas. Fala-se, agora, em Roberto Carlos. Mas o Dunga tem primado pelo conjunto e a sequência, e o Roberto Carlos é praticamente carta fora do baralho.

O Elano, que é figura certa no elenco, não está garantido no time titular. No lugar dele podem jogar Ramires ou Daniel Alves.

Olho nele!

Kaká (meia), 28 anos

Apesar do mau momento no seu clube, o Real Madrid, Kaká ainda é a maior esperança do Brasil de um toque diferenciado no burocrático e organizado time do Dunga. Veloz, criativo e bom finalizador, Kaká é o jogador perfeito para times que se propõem a jogar em contra-ataques. Qualquer seleção que vacilar, Kaká estará pronto pra pegar o adversário com as calças na mão.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Agora, como nunca, o ASA é Alagoas na Copa do Brasil!

Hoje, o ASA, no Rio de Janeiro, enfrenta o Vasco pela Copa do Brasil. E o que mais se associa ao ASA, na imprensa “nacional” – aquela localizada nos centros midiáticos, que de nacional não tem nada –, é a já longínqua eliminação do Palmeiras na Copa do Brasil de 2002. Quando um comentarista "super bem informado" fala do confronto em São Januário (de 2010) e se arrisca a falar do time de Arapiraca, só lembra o tal confronto no Palestra Itália. É muita falta do que falar, viu? “O Vasco é o favorito, mas vele lembrar que o ASA eliminou o Palmeiras...”. O sujeito senta numa cadeira e solta um acervo inacabável de frases feitas, idiotices e obviedades; pronto, está empregado como comentarista.

Uma coisa precisa ser dita: é equivocada a comparação do ASA/2002, que eliminou o Palmeiras, com o atual ASA. Em 2002, era um time modesto até mesmo dentro do estado de Alagoas, e sem nenhum resultado significativo em nível nacional. Era o atual bicampeão alagoano à época, é verdade, mas não era uma realidade afixada no futebol alagoano (como é hoje). Tanto que CRB e CSA tinham times muito superiores e fizeram as finais do certame daquele ano. De certo modo, era um mais um clube do interior... Ao menos era visto assim por nós, de Maceió. Enfim, era "mais um saco de pancada de CRB e CSA".

Será que alguém da mídia “nacional” tem a mais remota ideia disso?

Hoje o ASA é o maior clube de Alagoas – isso é indiscutível, meus confrades regatianos –, e conseguiu acessos seguidos no Campeonato Brasileiro (deve esbarrar no sistema da Série B, mas isso é outra história). É muito mais competitivo que CRB e CSA. Não cabe nem comparação.

O Vasco é o favorito, sem dúvida. Sempre foi! Comparar os jogadores de Vasco e ASA, posição por posição, o time carioca provavelmente vence por onze a zero. Tem até um fator de desequilíbrio: Philippe Coutinho. Mas não só de nomes se faz um time. O ASA tem um time que joga junto há três anos (com alterações homeopáticas, aqui e ali) e tem o mesmo (excelente) treinador – Vica (foto) – desde então. É salutar o Vasco abrir bem os olhos.

Assistindo ao Bate-bola, na ESPN Brasil, o PVC falou o seguinte, ipsis literis: "O ASA não tem time pra vencer o Vasco". Espera aí (!), eu poderia até concordar, mas o que o PVC sabe sobre o ASA para falar isso tão categoricamente? Com base em que o PVC falou isso, senão na presunção? Tudo bem, a lógica é que um time "grande" do eixo seja melhor tecnicamente que um time de um estado do terceiro (ou quarto) escalão do futebol brasileiro. E na verdade, para o caso em tela, é. Mas daí dizer que não tem condições de vencer há uma distância considerável.

Repito, o Vasco é o favorito natural, pelo investimento e até pelo resultado do primeiro jogo. Mas o ASA não é cachorro morto.

O rebaixado CSA eliminou o Santos, dos jovens Neymar e Ganso. O confronto da vez coloca de frente o melhor time de Alagoas contra o decadente Vasco da Gama. A situação é bem diferente, e menos dispendiosa para Alagoas.

Ainda hoje, no Redação Sportv, o Oscar Ulisses, na presença do técnico Charles Guerreiro (do Paysandu), disse que o maior adversário do Palmeiras não é o Paysandu, mas si próprio. O técnico do Papão, um tanto encabulado com a colocação regada de arrogância, sorriu e balançou a cabeça negativamente.

Não quero dizer que o ASA tem o mesmo nível técnico do Vasco, nem o Paysandu do Palmeiras. Assim como não sou louco de dizer que qualquer time brasileiro chega aos pés do Barcelona, do Real Madrid, da Internazionale, do Chelsea, do Manchester United, do Arsenal, do Bayern de Munique etc. Pena que ninguém da imprensa “nacional” diz, por exemplo, que o Vasco não tem time pra vencer o Chelsea.

Pena o nível da imprensa ser esse: arrogância, presunção, desinformação, bairrismo etc. Será que ninguém da imprensa “nacional” se dá conta?

quinta-feira, 25 de março de 2010

Celso Teixeira é novo treinador do CRB

Após perder por 3 a 1 para o Corinthians Alagoano, em mais uma atuação deprimente do time do CRB, Celso Teixeira foi anunciado como novo treinador para a sequência do Campeonato Alagoano. Amauri Knevitz, demissionário da vez, não resistiu à saída do time do G-4 e ao pífio futebol demonstrado nas últimas partidas, mesmo na vitória contra o Santa Rita.

O defeito do CRB é de difícil diagnóstico para quem não está lá dentro, nos treinos e no dia-a-dia. Padrão de jogo o time nunca teve, mesmo quando estava entre os líderes. O CRB se sobressaía pelas qualidades individuais; Rafinha, Johnnattan, Edmar e Wellington estavam “comendo a bola”. A partir do jogo contra o Coruripe – jogo em que o CRB venceu –, a individualidade dava sinais de que sumiria. O motivo dessa queda, sinceramente, eu não sei ao certo. Talvez o fato de as outras equipes reforçarem seus plantéis (ou para tentar a classificação ou para fugir do rebaixamento). Ou, ainda, é possível que haja algum problema interno que desconheço.

A solução da diretoria é a contratação de Celso Teixeira. Ontem, na saída do jogo, o nome que me passava pela cabeça era justamente do “Louco”. Apesar de tê-lo como um treinador com conhecimentos táticos limitados, ele é o nome certo para este momento no CRB. Que fique claro, para este momento específico. O Galo precisa de alguém que venha para chacoalhar e, se necessário, tomar atitudes severas contra quem esteja rendendo abaixo do que pode e deve.

O técnico tem uma relação estreitíssima com o CSA, mas isso não vem ao caso, absolutamente.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Carta dos paraíbas às lágrimas de egoísmo do Rio de Janeiro



Carta do Deputado Federal Antônio Feijão (PTC-AP) em resposta ao que ele chama de hipocrisia lacrimal do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Um primor!

"Vou tentar aproveitar os rios de lágrimas do governador Sérgio Cabral para refrescar, com um vapor de informações da história, mais ou menos o que este País já fez pelo Rio de Janeiro e sua Cidade Maravilhosa. Na 2ª Guerra Mundial, a vinda de Roosevelt (presidente dos Estados Unidos) e seu encontro com Vargas (Getúlio Vargas, presidente do Brasil), em Natal, não foi para retirar riquezas do fundo do mar. O encontro do presidente Roosevelt com Vargas em Natal foi para negociar a implantação, no Rio de Janeiro, da Usina Siderúrgica Nacional. E a custo de que e de quem? A Usina Siderúrgica Nacional foi dada, com os braços abertos do Cristo Redentor para abençoar, por seus compatriotas acreanos, cearenses que foram em marcha, em mais de 17 mil soldados da borracha, para pagar a conta de o Rio de Janeiro ter uma indústria do primeiro mundo. O governador do Rio de Janeiro, antes de se afogar na sua hipocrisia lacrimal, precisa estudar a história. O Rio de Janeiro foi capital da República e se embebedou em trilhões de reais. O Rio de Janeiro foi palco de um fracassado Jogos Pan-Americanos porque a corrupção e o desvio em obras foi tão grande que, depois dos jogos, ninguém viu o aproveitamento. E tiveram que fazer reforma, por exemplo, no parque aquático lá implantado e ainda novinho em folha. O Rio de Janeiro também foi escolhido para ser a sede das Olimpíadas. O Rio de Janeiro recebeu grandes investimentos. O Rio de Janeiro não tinha como gerar energia e recebeu Angra I e Angra II e terá Angra III. A custo de que foi implantado o primeiro núcleo elétrico de Angra? A custo de mais de 6 bilhões de dólares. Dinheiro vindo de onde? Não foi do fundo do mar. Esse dinheiro poderia ter sido gasto no Amapá. Cadê as lágrimas do Governador do Rio de Janeiro? Quando foi para pesquisar, a Petrobras gastou bilhões de dólares em poços que não tiveram sucesso. De onde saiu o dinheiro para bancar o risco e garantir o sucesso da Petrobras? Do Erário. Portanto, meus amigos cariocas, não vão nesta onda e nem peguem surfe nas lágrimas deste governador cheio de hipocrisia, prestem bem a atenção em que um país não se faz da felicidade e do fausto de um único Estado. Um país se realiza pelo equilíbrio federativo. Não pode Macaé (considerado município produtor, no Rio de Janeiro) viver um fausto, uma riqueza, enquanto o Estado inteiro do Amapá tem menos de 3% de saneamento básico. Nós não podemos aceitar isso. Macaé hoje vive uma riqueza, uma meca, e é preciso que o petróleo seja um instrumento para o Estado Nacional inteiro, porque petróleo só dá uma safra."

Extraterrestre? Mundo se curva diante de Lionel Messi

quinta-feira, 11 de março de 2010

Novo técnico do CRB e o 3-5-2



O novo técnico do CRB, Amauri Knevitz, treinou essa semana com uma formação que deixou a muitos surpresos, e a outros, perplexos. Eu fiquei surpreso, mas positivamente. Tirou os alas Léo – que por característica não é jogador de flanco – e Rafinha, e pôs o atacante/meia-atacante Edmar, na ala direita, e o volante/meia Fábio Jonas, na ala esquerda. Muitos, inclusive na imprensa, manifestaram tal mudança como uma “invenção”. O que foi feito, pode ser ousado, mas não é nenhuma inovação.

Com esta mudança, o técnico do CRB parece querer armar o time num verdadeiro 3-5-2, o genuíno. Tal esquema foi utilizado de maneira equivocada pelos técnicos brasileiros. A premissa básica: 3-5-2 são três jogadores na defesa, cinco no meio-campo e dois no ataque. Primariamente – desconsiderando ocupação de espaços, recomposição defensiva e características de jogadores – é um esquema mais ofensivo que o 4-4-2, que tem quatro defensores.

Mas com o passar do tempo, o 3-5-2 passou a ser visto como um esquema defensivista, pois no lado do campo os técnicos utilizavam laterais (defesa), sendo muito mais um 5-3-2 (mais defensivo que o 4-4-2) que um 3-5-2 propriamente. Apenas liberam um pouco mais os laterais para o apoio. Como o esquema com três zagueiros, a partir de meados da década de 90, virou febre entre os técnicos brasileiros, inclusive nas bases, sumiu a figura do lateral (aquele que compõe a defesa, cobrindo zagueiros, fazendo revezamentos etc.). O senso que se formou de que o 3-5-2 era um esquema mais defensivo não veio de graça.

Deu-se espaço aos laterais que melhor apóiam que defendem, comprometendo defensivamente. Encontrar um lateral no Brasil que defende bem é uma tarefa nada fácil.

No 3-5-2, os alas precisam, necessariamente, ser armadores de suas equipes. Um dos poucos treinadores a utilizarem, de fato, um 3-5-2, foi o Ivo Wortmann, à época (2001) treinador do Coritiba. O ala esquerdo do Coxa era o Sérgio Manoel, um meia-armador. O Roberval Davino, no próprio CRB, fez isso com o Marquinhos Paraná, destaque absoluto do CRB nas temporadas de 2001 e 2002. Esses alas, por serem armadores, não podem se limitar ao flanco do campo; eles devem, por ofício, fazer o “facão” (buscar o jogo também pelo meio). O 3-5-2 legítimo é esse. Sempre foi! Pena que foi distorcido pelos técnicos brasileiros.

Ao escalar o Edmar – jogador com boa visão de jogo, inclusive – na ala, o novo treinador do CRB parece tentar implantar o genuíno 3-5-2. E se sabe que as principais deficiências do Edmar são a finalização e o porte físico; afastá-lo um pouco mais da área me parece uma idéia interessante.

O problema é que, ao tirar o Edmar do ataque, além de desmontar uma linha de frente que vinha muito bem (Edmar e Wellington), fez voltar ao time o veterano Calmon, que, assim como o Foiane, não tem mostrado um nível sequer mediano. E o pior: fez com que centroavante Wellington saísse da área, jogando fora de suas características.

A tentativa de usar um esquema verdadeiramente com cinco jogadores de meio-campo é válida, mas não pode vir a custo de dois erros, a saber: a) escalação de Foiane e Calmon, que não tem condições de compor o time titular do CRB; b) tirar o melhor jogador do time na competição de suas características (Wellington é centroavante, e não segundo atacante).

As soluções são até simples: Emerson (mais uma realidade das bases do clube, que andou lesionado) e Eduardo (que jogou com Wellington no Sub-20).

terça-feira, 9 de março de 2010

Minha seleção para Copa 2010

Goleiros:
Júlio César (Internazionale)
Victor (Grêmio)
Gomes (Tottenham)

Laterais:
Maicon (Internazionale)
Daniel Alves (Barcelona)
Kléber (Internacional)
Roberto Carlos (Corinthians)

Zagueiros:
Lúcio (Internazionale) ©
Juan (Roma)
Luisão (Benfica)
Thiago Silva (Milan)

Volantes:
Pierre (Palmeiras)
Gilberto Silva (Panathinaikos)
Marquinhos Paraná (Cruzeiro)
Elias (Corinthians)

Meias:
Elano (Galatasaray)
Kaká (Real Madrid)
Diego (Juventus)
Alex (Fenerbahçe)

Atacantes:
Robinho (Santos)
Luís Fabiano (Sevilla)
Nilmar (Villareal)
Alexandre Pato (Milan)

TIME TITULAR: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Kléber (Maxwell); Pierre, Marquinhos Paraná, Diego (Elano) e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.



Por que o Pierre?

Pra mim, todo time que jogue numa linha de quatro homens na defesa tem que ter um cabeça-de-área, daqueles caçadores e/ou que fazem bem a função de terceiro-zagueiro, que é o caso do Gilberto Silva, aquele que seria meu outro cabeça-de-área no elenco. O Pierre é muito bom no desarme, sabe fazer coberturas (e tem fôlego para isso), pode cumprir funções específicas (como marcações individuais) e, principalmente, não tem a pretensão de aparecer.

Se o time se ressentisse nas jogadas aéreas defensivas, poderia optar pelo Gilberto Silva no decorrer do jogo. Mas creio que não seria necessário, pois a seleção já tem muitos jogadores bons nesse aspecto.

Por que o Marquinhos Paraná?

O Marquinhos Paraná é o jogador que mais vezes toca na bola no bom time do Cruzeiro. Mesmo assim, é o jogador com o maior índice de passes certo no time celeste (e não é jogador de tocar de lado, é quem mais inverte o jogo e lança bolas, também). Isso não é mera retórica, é estatística.

Ele hoje cumpre a função de "direcionar" o time perfeitamente. É um bom marcador e, assim como o Pierre, sabe cumprir "missões", apesar de não ser tão ladrão de bolas quanto o palmeirense. Ele também é um jogador versátil, que pode atuar em várias posições.

Por que o Alex?

Eu não entendo a dúvida que ainda paira sobre o futebol do Alex entre os treinadores da seleção. Alex, na minha visão, é um jogador diferenciado. Tem excelente passe e, principalmente, uma capacidade de decisão e improviso maior até mesmo que o Kaká. Olhar para o banco e ter a opção de um jogador como o Alex, tranqüiliza qualquer treinador (argumento muito utilizado para uma convocação do Ronaldinho). Além do mais, ele é uma ótima opção para bolas paradas, assim como o Elano.

Por que o Gilberto Silva?

O Gilberto Silva, muito contestado na seleção do Dunga, também faria parte da minha, mas como reserva. Pode fazer a função do cabeça-de-área que flutuaria entre a frente da zaga e a sobra atrás da linha de defesa. O Gilberto é bom no jogo aéreo, bom no desarme, comete poucas faltas (não leva tantos cartões), sabe fazer o simples (não teria problemas em assumir que não é função dele armar o time), não tem vergonha de bicar quando preciso.

Apesar de discreto, ele nunca comprometeu na seleção. E ele parece exercer uma influência positiva no grupo.

Ah! A não convocação do Ronaldinho é assunto para outra vez.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Campenato Alagoano: 2ª maior média de gols do Brasil



O Campeonato Alagoano é o estadual com a segunda melhor média de gols por partida no país, perdendo apenas para o Campeonato Capixaba, que se encontra apenas na segunda rodada. Excetuando-se o campeonato do Espírito Santo, o campeonato de Alagoas, além da melhor média de gols, tem a equipe com o ataque que mais balança as redes por jogo: o Coruripe.

Isso é positivo? Até certo ponto, sim. Afinal, gol é o maior momento do futebol. Mas um fato é inegável que fica explícito pelos números: o desequilíbrio. Murici, ASA, CRB, Coruripe e Corinthians estão num nível muito superior aos outros cinco participantes; goleadas são bem comuns.

Abaixo seguem os números de cada estadual, como melhor ataque, melhor defesa, artilheiros etc. (número até 15/02/2010):

ALAGOAS
8ª Rodada
Jogos: 40
Gols: 150
Média: 3,75 gols/jogo
Melhor Ataque: Coruripe, 26 gols - 3,25 gols/jogo

Melhor Defesa: Murici, 6 gols - 0,75 gols/jogo
Pior Ataque: CSE, 8 gols - 1 gol/jogo
Pior Defesa: União, 23 gols - 2,87 gols/jogo
Artilheiro(s): Wellington (CRB), 8 gols
Invicto(s): Nenhum
Maior(es) goleada(s): ASA 5x0 CSE
Melhor aproveitamento: Murici - 79,17%

BAHIA
7ª Rodada
Jogos: 42
Gols: 121
Média: 2,88 gols/jogo
Melhor Ataque: Bahia, 15 gols - 2,14 gols/jogo
Melhor Defesa: Bahia de Feira e Vitória, 5 gols - 0,71 gols/jogo
Pior Ataque: Atlético, Itabuna e Feirense, 6 gols - 0,85 gols/jogo
Pior Defesa: Colo Colo, 21 gols - 3 gols/jogo
Artilheiro(s): Sassá (Ipitanga), 6 gols
Invicto(s): Madre de Deus
Maior(es) goleada(s): Madre de Deus 5x1 Ipitanga e Colo Colo 1x5 Bahia
Melhor aproveitamento: Vitória - 76,19%

CEARÁ
10ª Rodada
Jogos: 60
Gols: 187
Média: 3,12 gols/jogo
Melhor Ataque: Horizonte, 23 gols - 2,3 gols/jogo
Melhor Defesa: Ferroviário, 7 gols - 0,7 gols/jogo
Pior Ataque: Maranguape e Boa Viagem, 12 gols - 1,2 gols/jogo
Pior Defesa: Quixadá, 26 gols - 2,6 gols/jogo
Artilheiro(s): Serginho (Boa Viagem), 7 gols
Invicto(s): Guarany
Maior(es) goleada(s): Quixadá 1x5 Ceará e Horizonte 5x1 Limoeiro
Melhor aproveitamento: Ferroviário e Guarany - 60,00%

MARANHÃO
Não teve início

PARAÍBA
5ª Rodada
Jogos: 25
Gols: 71
Média: 2,84 gols/jogo
Melhor Ataque: Sousa, 10 gols - 2,5 gols/jogo
Melhor Defesa: Botafogo, 5 gols - 1 gol/jogo
Pior Ataque: Queimadense, 3 gols - 0,6 gols/jogo
Pior Defesa: Queimadense, 13 gols - 2,6 gols/jogo
Artilheiro(s): Edmundo (Botafogo) e Thiago Cunha (Nacional), com 5 gols
Invicto(s): Treze e Campinense
Maior(es) goleada(s): Sousa 6x0 Queimadense
Melhor aproveitamento: Botafogo - 80,00%

PERNAMBUCO
9ª Rodada
Jogos: 54
Gols: 143
Média: 2,65 gols/jogo
Melhor Ataque: Sport, 19 gols - 2,11 gols/jogo
Melhor Defesa: Sport, 7 gols - 0,77 gols/jogo
Pior Ataque: Sete de Setembro, 6 gols - 0,66 gols/jogo
Pior Defesa: Sete de Setembro, Porto e Vitória, 16 gols - 1,77 gols/jogo
Artilheiro(s): Joelson (Santa Cruz), 7 gols
Invicto(s): Sport
Maior(es) goleada(s): Vitória 1x5 Sport
Melhor aproveitamento: Sport - 77,78%

PIAUI
Início em 27/02

RIO GRANDE DO NORTE
6ª Rodada
Jogos: 30
Gols: 85
Média: 2,83 gols/jogo
Melhor Ataque: ABC e América, 12 gols - 2 gols/jogo
Melhor Defesa: Alecrim e América, 6 gols - 1 gol/jogo
Pior Ataque: Centenário, 3 gols - 0,5 gols/jogo
Pior Defesa: Centenário, 12 gols - 2 gols/jogo
Artilheiro(s): João Paulo (ABC), 5 gols
Invicto(s): Alecrim
Maior goleada(s): América 5 x 0 Centenário
Melhor aproveitamento: América - 61,11%

SERGIPE
6ª Rodada
Jogos: 29
Gols: 78
Média: 2,69 gols/jogo
Melhor Ataque: Confiança, 14 gols - 2,33 gols/jogo
Melhor Defesa: Itabaiana, 6 gols - 1 gol/jogo
Pior Ataque: Guarany, 5 gols - 0,83 gols/jogo
Pior Defesa: Confiança, 10 gols - 1,66 gols/jogo
Artilheiro(s): Michel (Confiança), 4 gols
Invicto(s): Nenhum
Maior(es) goleada(s): River Plate 3 x 1 Sergipe, e Confiança 3 x 1 Riachuelo
Melhor aproveitamento: Olímpico - 72,22%

PARANÁ
7ª Rodada
Jogos: 49
Gols: 137
Média: 2,79 gols/jogo
Melhor Ataque: Coritiba, 20 gols - 2,85 gols/partida
Melhor Defesa: Atlético, 4 gols - 0,57 gols/partida
Pior Ataque: Serrano, 4 gols - 0,57 gols/partida
Pior Defesa: Engenheiro Beltrão, 20 gols - 2,85 gols/partida
Artilheiro(s): Rafinha (Coritiba), 5 gols
Invicto(s): Coritiba
Maior(es) goleada(s): Atlético 8x0 Serrano
Melhor aproveitamento: Coritiba - 100,00%

RIO GRANDE DO SUL
8ª Rodada
Jogos: 65
Gols: 219
Média: 3,37 gols/jogo
Melhor Ataque: São Luiz, 20 gols - 2,5 gols/jogo
Melhor Defesa: Internacional, 6 gols - 0,75 gols/jogo
Pior Ataque: Esportivo, 7 gols - 0,87 gols/jogo
Pior Defesa: Esportivo, 22 gols - 2,75 gols/jogo
Artilheiro(s): Eraldo (São Luiz), 10 gols
Invicto(s): Internacional e São Luiz
Maior(es) goleada(s): Pelotas 5x0 Esportivo, São Luiz 5x0 Porto Alegre e Internacional 5x0 Juventude
Melhor aproveitamento: Internacional - 91,66%

SANTA CATARINA
9ª Rodada
Jogos: 45
Gols: 142
Média: 3,16 gols/jogo
Melhor Ataque: Avaí, 20 gols - 2,22 gols/jogo
Melhor Defesa: Metropolitano, 8 gols - 0,88 gols/jogo
Pior Ataque: Juventus, 6 gols - 0,66 gols/jogo
Pior Defesa: Juventus, 20 gols - 2,22 gols/jogo
Artilheiro(s): Felipe Oliveira (Imbituba), 9 gols
Invicto(s): Nenhum
Maior(es) goleada(s): Juventus 0x5 Brusque
Melhor aproveitamento: Joinville - 70,36%

ESPÍRITO SANTO*
2ª Rodada
Jogos: 10
Gols: 46
Média: 4,6 gols/jogo
Melhor Ataque: Rio Branco, 18 gols - 9 gols/jogo
Melhor Defesa: Vilavelhense, 0 gol - 0 gol/jogo
Pior Ataque: Serra, 0 gol - 0 gol/jogo
Pior Defesa: Espírito Santo, 21 gols - 10,5 gols/jogo
Artilheiro(s): Juca (Rio Branco), 8 gols
Invicto(s): Vilavelhense, Rio Branco, São Mateus e Serra
Maior(es) goleada(s): Espírito Santo 2x14 Rio Branco
Melhor aproveitamento: Vilavelhense, Rio Branco e São Mateus - 100,00%

MINAS GERAIS
4ª Rodada
Jogos: 24
Gols: 63
Média: 2,63 gols/jogo
Melhor Ataque: Cruzeiro, 12 gols - 3 gols/jogo
Melhor Defesa: Democrata, 2 gols - 0,5 gols/jogo
Pior Ataque: Caldense e Ituiutaba, 1 gol - 0,25 gols/jogo
Pior Defesa: Uberlândia, 12 gols - 3 gols/jogo
Artilheiro(s): Ademílson (Tupi), 5 gols
Invicto(s): Democrata e Atlético
Maior(es) goleada(s): Cruzeiro 6x0 Uberlândia
Melhor aproveitamento: Democrata - 83,33%

RIO DE JANEIRO
7ª Rodada
Jogos: 57
Gols: 188
Média: 3,30 gols/jogo
Melhor Ataque: Flamengo, 21 gols - 3 gols/jogo
Melhor Defesa: Vasco, 3 gols - 0,37 gols/jogo
Pior Ataque: Friburguense e Duque de Caxias, 6 gols - 0,85 gols/jogo
Pior Defesa: Americano, 20 gols - 2,85 gols/jogo
Artilheiro(s): Dodô (Vasco), 7 gols
Invicto(s): Vasco e Flamengo
Maior(es) goleada(s): Vasco 6 x 0 Botafogo
Melhor aproveitamento: Flamengo - 90,48%

SÃO PAULO
8ª Rodada
Jogos: 80
Gols: 253
Média: 3,16 gols/jogo
Melhor Ataque: Santos, 19 gols - 2,37 gols/jogo
Melhor Defesa: Botafogo, 4 gols - 0,5 gols/jogo
Pior Ataque: Mirassol, Mogi Mirim e Sertãozinho, 8 gols - 1 gol/jogo
Pior Defesa: Paulista, 18 gols - 2,25 gols/jogo
Artilheiro(s): Neymar (Santos), 7 gols
Invicto(s): Nenhum
Maior(es) goleada(s): Santos 5x0 Grêmio Barueri
Melhor aproveitamento: Santos - 79,17%

DISTRITO-FEDERAL
8ª Rodada
Jogos: 32
Gols: 85
Média: 2,66 gols/jogo
Melhor Ataque: Gama, 17 gols - 2,13 gols/jogo
Melhor Defesa: Ceilândia, 8 gols - 1 gol/jogo
Pior Ataque: Luziânia, 3 gols - 0,38 gol/jogo
Pior Defesa: Luziânia, 14 gols - 1,75 gols/jogo
Artilheiro(s): Zé Carlos (Botafogo), 6 gols
Invicto(s): Nenhum
Maior(es) goleada(s): Ceilândia 0x3 Gama e Luziânia 0x3 Brasiliense
Melhor aproveitamento: Ceilândia e Ceilandense - 58,33%

GOIÁS
7ª Rodada
Jogos: 35
Gols: 100
Média: 2,86
Melhor Ataque: Atlético, 18 gols - 2,57 gols/jogo
Melhor Defesa: Santa Helena, 6 gols - 0,86 gols/jogo
Pior Ataque: Santa Helena, 5 gols - 0,71 gols/jogo
Pior Defesa: Canedense e Morrinhos, 15 gols - 2,14 gols/jogo
Artilheiro(s): Erivelton (Canedense) e Diogo Galvão (Trindade), 5 gols
Invicto(s): Nenhum
Maior(es) goleada(s): Atlético 5x0 Morrinhos
Melhor aproveitamento: Atlético e CRAC - 66,66%

MATO-GROSSO
4ª Rodada
Jogos: 26
Gols: 73
Média: 2,81
Melhor Ataque: Barra do Garça, 9 gols - 2,25 gols/jogo
Melhor Defesa: Luverdense 1 gol - 0,25 gol/jogo
Pior Ataque: Cáceres, 1 gol - 0,33 gols/jogo
Pior Defesa: Cacerense e Rondonópolis, 10 gols - 2,5 gols/jogo
Artilheiro(s): Kalio (Sinop), 3 gols
Invicto(s): Operário, Luverdense, Cuiabá, Sorriso, Barra do Garça, Araguaia, União e Vila Aurora
Maior(es) goleada(s): Sinop 4x0 Cacerense
Melhor aproveitamento: Barra do Garça - 83,33%

MATO-GROSSO DO SUL
3ª Rodada
Jogos: 21
Gols: 64
Média: 3,05 gols/jogo
Melhor Ataque: MS Saad, 7 gols - 2,33 gols/jogo
Melhor Defesa: Naviraiense, 0 gol - 0 gol/jogo
Pior Ataque: Ivinhema e Costa Rica, 0 gol - 0 gol/jogo
Pior Defesa: Mundo Novo, 8 gols - 2,66 gols/jogo
Artilheiro(s): Wellington Lima (MS Saad), 3 gols
Invicto(s): Corumbaense, Naviraiense, Chapadão, MS Saad, Comercial, Aquidauanense e União
Maior(es) goleada(s): 7 de Setembro 4x1 Mundo Novo
Melhor aproveitamento:

ACRE
Ainda não começou

AMAPÁ
Ainda não começou

AMAZONAS
Início em 20/02

PARÁ
5ª Rodada
Jogos: 17
Gols: 51
Média: 3 gols/jogo
Melhor Ataque: Remo, 15 gols - 3 gols/jogo
Melhor Defesa: Paysandu e São Raimundo, 4 gols - 1 gol/jogo
Pior Ataque: Santa Rosa, 2 gols - 0,4 gol/jogo
Pior Defesa: Ananindeua, 15 gols - 3,75 gols/jogo
Artilheiro(s): Hellinton e Vélber (Remo), 4 gols
Invicto(s): Remo e Paysandu
Maior(es) goleada(s): Remo 6x0 Ananindeua
Melhor aproveitamento: Remo - 86,66%

RONDÔNIA
Ainda não começou

RORAIMA
Ainda não começou

TOCANTINS
Ainda não começou

OS MELHORES

OBS: Consideremos os estaduais com mais de 4 rodadas disputadas.

Gols: 253 - PAULISTA
Média: 3,75 gols/jogo - ALAGOANO
Melhor Ataque: Coruripe (AL), 26 gols - 3,25 gols/jogo
Melhor Defesa: Luverdense (MT) 1 gol - 0,25 gol/jogo
Pior Ataque: Caldense e Ituiutaba (MG), 1 gol - 0,25 gols/jogo
Pior Defesa: Ananindeua (PA), 15 gols - 3,75 gols/jogo
Artilheiro(s): Eraldo (São Luiz-RS), 10 gols
Maior(es) goleada(s): Espírito Santo 2x14 Rio Branco - CAPIXABA
Melhor aproveitamento: Coritiba - 100,00% - PARANÁ

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Um exemplo que pode ser seguido por alguém em Alagoas.



Desde o início do ano, o Grêmio Barueri, clube da Série A do Campeonato Brasileiro, deixou de ter sede na cidade que dava nome ao clube, levando todos os jogadores e comissão técnica para a cidade de Presidente Prudente, onde realizou a pré-temporada.

Já algum tempo, os donos do clube não estavam satisfeitos com a estrutura - financeira, claro - que a prefeitura oferecia ao clube (como se tivesse qualquer tipo de obrigação).

O clube já não manda seus jogos na Arena Barueri, mas no Estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente.

O clube publicou nota divulgando a nova alcunha do clube (Grêmio Prudente Futebol Ltda.), após recente reunião com a prefeitura de Presidente Prudente. Segue a nota:

"A direção do Grêmio Barueri Futebol Ltda., em reunião com as autoridades de Presidente Prudente definiu o novo nome de sua equipe: Grêmio Prudente Futebol Ltda.

O Grêmio Prudente, entretanto, só passará a ser assim chamado oficialmente a partir do momento em que todo o tramite burocrático envolvendo a mudança de sede e de razão social for concluído.

Juntamente com a definição do novo nome, o escudo do time também se encontra em processo de readequação e, tão logo este processo seja concluído, será amplamente divulgado."


Por que eu estou falando sobre isso, ainda mais tendo em conta o título do artigo? Recentemente, senhores, o patrono do Corinthians Alagoano, João Feijó, reclamara das poucas condições proporcionadas pelo futebol alagoano ao trabalho do clube (dele). Alegava ele que o futebol alagoano é extremamente deficitário. Pois bem, por que então, não segue o exemplo do time paulista? Eles estavam insatisfeitos com a cidade (prefeitura), o Corinthians se mostra insatisfeito com o estado (estrutura proporcionada por este). Captaram?

Que tal um Corinthians Baiano, ou Pernambucano? Nossa(!), seria bem legal.

Não se trata de adotar o slogan da ditadura - neste caso, "Alagoas, ame-a ou deixe-a". Nada disso! Mas de saber quem realmente - sem puxasaquismo - é benéfico ao futebol de Alagoas.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Johnnattan e Wellington estão sobrando!

Apesar da derrota para o ASA - com um belo empurrão da arbitragem de Ricardo Laranjeira, diga-se -, pela 8ª Rodada do Campeonato Alagoano, o time do CRB está surpreendendo positivamente. Os "meninos da Pajuçara" (até que ponto tal alcunha é boa para este grupo?) estão jogando muita bola! Diria, sem clubismo, que o Galo tem o melhor time da competição, individualmente falando. Alex Lima (21), Rafinha (21), Edmar (21) e, em especial, Johnnattan (21) e Wellington (20) estão jogando por música.

O ASA tem alguns aspectos que os coloca, talvez, num patamar um pouco acima do CRB: entrosamento, padrão de jogo definido e um grande treinador. Desses três, nos dois últimos o Galo deixa a desejar.

Mas uma coisa me parece muito clara: o título está entre ASA e CRB, apesar da liderança momentânea do time do Murici.

Porém, meu caro, pode-se dizer que Johnnattan e Wellington estão de passagem pelo Campeonato Alagoano. Eles estão num nível muito acima da média do certame alagoano. É algo que saltam aos olhos. Se encaminharem (clube, representantes dos jogadores, e os próprios atletas) suas carreiras de maneira correta, é questão de tempo para terem oportunidades em centros maiores do futebol brasileiro e, porque não, internacional.

Quando o volante Emerson saiu do time por lesão, Johnnattan foi escalado como o único volante do time, que passou a jogar no 3-5-2. Sinceramente, fiquei com os dois pés atrás, pois julgava que o camisa 7 do Galo só poderia jogar como terceiro volante. Ledo engano, ainda bem. Guardadas as devidas proporções, por vezes, o Johnnattan tem me lembrado o melhor cabaça-de-área que já vi atuar: o colombiano Freddy Rincón.

O centroavante Wellington, que tem 8 gols em 8 jogos no estadual, é até o momento o maior destaque individual da competição. Diria até que é o melhor centroavante revelado pelo CRB nos últimos 20 anos (é provável que seja num período ainda maior, mas limitei aos anos em que pude acompanhar in loco). Comparativamente, por vezes, o Wellington lembra o atual camisa 9 da seleção brasileira, o Luís Fabiano.

Barcelona, o desmistificador.



No mundo sempre existiram várias máximas, alguns mitos, e muitas “mentiras verdadeiras” – aquelas que, segundo Joseph Goebbels (ministro da propagando de Adolf Hitler), depois de repetidas mil vezes, tornam-se verdades absolutas e indiscutíveis. O futebol é pródigo de tais mitos, além das chatas frases feitas.

O Barcelona, atual campeão europeu e mundial, vai de encontro a várias tendências (mitos) do futebol mundial.

Os grandes clubes europeus exportam craques em grandes negociações. O Chelsea, por exemplo, pagou fortunas por Drogba, Ashley Cole, Ballack etc. O Real Madrid, por sua vez, gastou centenas de milhões de euros para ter Cristiano Ronaldo, Albiol, Kaká, Xabi Alonso e Benzema numa única temporada. A Internazionale de Milão não tem sequer um italiano em seu time titular. Assim tem sido a política de formação de elenco dos grandes clubes da Europa: compram o craque pronto. No caminho inverso, o Barcelona tem Puyol, Piqué, Xavi, Iniesta, Busquets, Pedro e Bojan formando a base do time principal (os quatro primeiros são titulares absolutos). Claro que há as contratações de altas cifras, como as de Daniel Alves e Ibrahimović, mas nenhum clube grande do mundo tem tantos jogadores formados em casa em seu elenco principal.

As categorias de bases hoje, inclusive no Brasil, são seleções de jogadores altos e fortes para exportação. O Barcelona lançou os baixinhos Xavi e Iniesta, que são dois dos melhores jogadores do mundo na atualidade.

Taticamente falando, grande parte dos times entrega a bola para o adversário e marca, numa clara estratégia de jogar no erro do adversário. Muitos times tentam controlar o jogo sem a posse de bola, com uma grande capacidade de composição defensiva. Essa é uma tendência que parece crescer no futebol mundial. O preocupante: no Brasil essa tendência parece ser ainda mais acentuada, indo contra a tradição do futebol tupiniquim. O técnico do Palmeiras, Muricy Ramalho, admite abertamente que treina suas equipes com este fim.

O Barcelona mantém a posse de bola e joga. O time catalão tem 70% de posse de bola em média, mesmo contra adversários capacitados tecnicamente.

A pergunta que fica: o Barcelona é exceção e deve ser tratado como tal, ou deve servir de exemplo?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Simon, de novo?

Pela terceira vez seguida o representante da CBF na Copa do Mundo será o gaúcho Carlos Eugênio Simon. Pelo visto, ser bom árbitro não é mais requisito para tal honraria, mas errar para o clube certo e na hora certa.


Simon dá cartão amarelo ao atacante palmeirense Vágner Love, que reclamara da anulação do gol lícito contra o Fluminense, que lutava contra o rebaixamento.

sábado, 30 de janeiro de 2010

A elitização em números

Desde 2003 o Campeonato Brasileiro da Série A é disputado no sistema de pontos corridos. A Série B, desde 2006. E tal sistema de disputa restringe os títulos, invariavelmente entre os clubes das regiões mais fortes economicamente do país que o adota. Isto é, sim, elitizar.

Mas se eu afirmo com tanta certeza que o sistema restringe, eu preciso provar.

Começamos, então, com o Calcio, o campeonato nacional da Velha Bota. Observe que os pontos corridos foram adotados a partir de 1930; analise os números e perceba a diferença.

CAMPEONATO ITALIANO

ERA PRÉ-PONTOS CORRIDOS (Até 1930)
1 - Genoa 9 títulos (32,1%)
2 - Pro Vercelli 6 títulos (21,4%)
3 - Milan 3 títulos (10,7%)
4 - Internazionale 2 títulos (7,1%)
5 - Juventus 2 títulos (7,1%)
6 - Torino 2 títulos (7,1%)
7 - Bologna 1 título (3,6%)
8 - SG Udine 1 título (3,6%)
9 - Casale 1 título (3,6%)
10 - Novese 1 título (3,6%)

Genoa e Pro Vercelli ficaram com 53,6% dos títulos
Genoa, Pro Vercelli e Milan ficaram com 64,3% dos títulos
10 Campeões
Um novo campeão a cada 2,8 anos

ERA DOS PONTOS CORRIDOS (A PARTIR DE 1930)
1 - Juventus 25 títulos (32,47%)
2 - Internazionale 13 títulos (19,48%)
3 - Milan 14 títulos (18,18%)
5 - Torino 6 títulos (7,79%)
7 - Bologna 5 títulos (6,49%)
8 - Roma 3 títulos (3,90%)
9 - Fiorentina 2 títulos (2,60%)
10 - Lazio 2 títulos (2,60%)
11 - Napoli 2 títulos (2,60%)
12 - Cagliari 1 título (1,30%)
13 - Verona 1 título (1,30%)
14 - Sampdoria 1 título (1,30%)

Juventus e Internazionale ficaram com 51,9% dos títulos.
Juventus, Milan e Internazionale ficaram com 70,1% dos títulos.
14 Campeões
Um novo campeão a cada 5,5 anos.

CAMPEONATO HOLANDÊS

ERA PRÉ-PONTOS CORRIDOS (ATÉ A TEMPORADA 1955/56)
1 - Ajax 8 títulos (13,79%)
2 - HVV 8 títulos (13,79%)
3 - Feyenoord 5 títulos (8,62%)
4 - Sparta 5 títulos (8,62%)
5 - Go Ahead Eagles 4 títulos (6,90%)
6 - PSV Eindhoven 3 títulos (5,17%)
7 - Willem II 3 títulos (5,17%)
8 - H.B.S. 3 títulos (5,17%)
9 - RAP 2 títulos (3,45%)
10 - ADO Den Haag 2 títulos (3,45%)
11 - RCH 2 títulos (3,45%)
12 - Heracles 2 títulos (3,45%)
13 - Limburgia 1 título (1,72%)
14 - SVV (Schiedam) 1 título (1,72%)
15 - Eindhoven 1 título (1,72%)
16 - Roda JC 1 título (1,72%)
17 - Haarlem 1 título (1,72%)
18 - De Volewijckers 1 título (1,72%)
19 - BVV 1 título (1,72%)
20 - Groningen 1 título (1,72%)
21 - NAC Breda 1 título (1,72%)
22 - Quick 1 título (1,72%)
23 - SC Enschede 1 título (1,72%)

Não houve hegemonia* de quaisquer clubes
23 Campeões
Um novo campeão a cada 2,5 anos

Chamaremos de hegemonia quando dois clubes conquistarem mais da metade dos títulos.

ERA DOS PONTOS CORRIDOS (A PARTIR DA TEMPORADA 1956/57)
1 - Ajax 21 títulos (39,62%)
2 - PSV Eindhoven 17 títulos (33,96%)
3 - Feyenoord 9 títulos (16,98%)
4 - AZ Alkmaar 2 títulos (3,77%)
5 - DWS 1 título (1,89%)
6 - Sparta 1 título (1,89%)
7 - DOS 1 título (1,89%)

Ajax e PSV Eindhoven ficaram com 73,58% dos títulos
PSV Eindhoven, Ajax e Feyenoord ficaram com 90,57% dos títulos
Um novo campeão a cada 7,2 anos

CAMPEONATO ESPANHOL (DISPUTADO EM PONTOS CORRIDOS DESDE SEMPRE)

EM TODOS OS TEMPOS (75 CAMPEONATOS)
1 - Real Madrid 31 títulos (40,26%)
2 - Barcelona 19 títulos (24,68%)
3 - Athletic Bilbao 8 títulos (10,39%)
4 - Atlético Madrid 7 títulos (9,09%)
5 - Valencia 6 títulos (7,79%)
6 - Atlético Aviación 2 títulos (2,60%)
7 - Deportivo 1 título (1,30%)
8 - Real Sociedad 1 título (1,30%)
9 - Real Betis 1 título (1,30%)
10 - Sevilla 1 título (1,30%)

Real Madrid e Barcelona ficaram com 64,9% dos títulos
10 Campeões
Um campeão a cada 7,7 anos

O sistema de pontos corridos nem sempre restringe os títulos imediatamente; em alguns países a restrição se consagra ou aumento com o passar dos anos.

ÚLTIMOS 35 CAMPEONATOS ESPANHÓIS
1 – Real Madrid 17 títulos (48,57%)
2 – Barcelona 10 títulos (28,57%)
3 – Atlético Madrid 2 títulos (5,71%)
4 – Athletic Bilbao 2 títulos (5,71%)
5 – Valencia 2 títulos (5,71%)
6 – Deportivo 1 título (2,86%)
7 – Real Sociedad 1 título (2,86%)

Real Madrid e Barcelona ficaram com 77,14% dos títulos.

Percebe-se que o domínio de Real Madrid e Barcelona aumentou com o passar dos anos.

CAMPEONATO HOLANDÊS

ÚLTIMAS 30 TEMPORADAS
1 - PSV Eindhoven 14 títulos (46,6%)
2 - Ajax 12 títulos (40%)
3 - Feyenoord 3 títulos (10%)
4 - AZ Alkmaar 1 título (3,3%)

PSV e Ájax ficaram com 86,6% dos títulos
Apenas 4 campeões em 30 anos, média de um campeão a cada 7,5 anos.

CAMPEONATO ITALIANO

ÚLTIMAS 30 TEMPORADAS
1 - Juventus 12 títulos (40,0%)
2 - Milan 8 títulos (26,7%)
3 - Internazionale 3 títulos (10,0%)
4 - Napoli 2 títulos (6,7%)
5 - Roma 2 títulos (6,7%)
6 - Verona 1 título (3,3%)
7 - Sampdoria 1 título (3,3%)
8 - Lazio 1 título (3,3%)

Juventus e Milan ficaram com 66,6% dos títulos
Juventus, Milan e Inter ficaram com 76,6% dos títulos

OBS: Percebe-se que nos dois casos houve um aumento considerável no domínio de poucos clubes na disputa pelo título. Mais domínio de poucos clubes, menos surpresas, assim por diante.

Pra confirmar, vejamos um campeonato que sempre houve domínio de poucos, o Português. Mesmo assim, o domínio aumenta cada vez mais.

CAMPEONATO PORTUGUÊS

Esse é uma covardia, mas vale como exemplo.

EM TODOS OS TEMPOS (73 CAMPEONATOS)
1 – Benfica 31 títulos (41,33%)
2 – Porto 24 títulos (32,0%)
3 – Sporting 18 títulos (24,0%)
4 – Boavista 1 título (1,33%)
5 – Belenenses 1 título (1,33%)

Porto e Benfica ficaram com 73,33% dos títulos
Porto, Benfica e Sporting ficaram com 97,33% dos títulos
Um novo campeão a cada 15 anos

Domínio do Porto nos últimos anos:
Entre a temporada 1984/85 até hoje:
1 - Porto 17 títulos (68,0%)
2 - Benfica 5 títulos (20,0%)
3 - Sporting 2 títulos (8,0%)
4 - Boavista 1 título (4,0%)

Porto e Benfica ficaram com 88% dos títulos

Domínio de Porto e Benfica aumentou!

SERÁ COINCIDÊNCIA?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Craques da minha infância: Hamilton

Em meados de 1991, havia no CRB um meia-atacante de extrema habilidade e uma técnica raramente vista. Era praticamente o único destaque num CRB muito limitado, que não ganhava sequer um turno de campeonato há 3 anos (alguma semelhança com os dias atuais não é mera coincidência).

Tratava-se de Hamilton Lima e Silva, antigo centroavante do Cruzeiro na década de 80. Este foi o primeiro jogador do CRB que admirei ao ver jogar. Nas brincadeiras com bola - olha a coincidência - na Rua Hamílton de Barros Soutinho (antiga Santo Amaro), na Jatiúca, eu "era o Hamilton". Enquanto os outros garotos se diziam o Raí, o Valdo, o Romário, o Bebeto, o Luiz Henrique, o Careca, o Palhinha ou o Silas, eu fazia questão de ser o Hamilton.

Enquanto o CRB tinha um time limitado, o CSA tinha um timaço de fazer inveja, uma espécie de combinado dos melhores jogadores do futebol alagoano da década de 90: Flávio, Carlinhos Marechal, César, Fernando Lima, Edson, Ivanildo, Rinaldo, Ivan, Chico etc. Não havia como o CRB, de Hamílton e do já veterano Joãozinho Paulista, ameaçar o título azulino.

Veio o ano de 1992, e o CRB, agora renovado, era mais forte: foi buscar, no próprio CSA, César, Rinaldo e Ivanildo; este último retornando à Pajuçara. Além disso, as revelações Márcio Pereira, Jean e Jerônimo entraram o no time e corresponderam. Hamilton ficou no clube até o fim do primeiro turno, não participando do arranque final para o título de daquele ano, mas ficou gravado na minha memória o golaço na vitória contra o CSA, por 3 a 1. Hamilton aplicou um "banho de cuia" no zagueiro Café e tocou por cima do goleiro Flávio, isso tudo próximo da pequena área.

Abaixo, Hamilton com a camisa do Cruzeiro, onde foi artilheiro do Campeonato Mineiro de 1988:




Hamilton deixou o CRB e retornou a Minas Gerais, desta vez para jogar pelo América, onde foi campeão mineiro e artilheiro do campeonato. No Coelho, Hamilton fez história junto a Euller, o “filho do vento”:




Em 2009, auxiliar técnico no Villa Nova/MG:

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

TORCEDORES fizeram em um ano mais que conselheiros e diretores em décadas!

A torcida do Clube de Regatas Brasil, através da Associação "CRB Acima de Tudo" e o Movimento "Galo Pra Frente" - união entre as torcidas do clube -, concluiu a cobertura da arquibancada ao lado das cadeiras.

Mais uma resposta para um Conselho omisso e avesso à democratização e participação do torcedor no dia-a-dia do clube. A resposta foi da melhor maneira: com ações em benefício do clube.

A inauguração foi ontem (24 de janeiro de 2010), na partida contra o Penedense (fotos abaixo).

Orgulho de fazer parte disto. Orgulho de verdade, de algo realizado; e não empáfia, típica dos canalhas do alto escalão do Conselho Deliberativo do CRB.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O torcedor constrói um novo clube

Após entregar o primeiro módulo do projeto de ampliação do estádio Severiano Gomes Filho, (...)



a Associação "CRB Acima de Tudo" realiza mais uma benfeitoria no estádio do Galo: a cobertura da arquibancada ao lado das cadeiras.



Parabéns aos alvirrubros de coração, ao torcedor simples que contribuiu e está fazendo um novo CRB.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Porque políticos NÃO devem dirigir o futebol

Creio que apenas numa coisa futebol e política são congruentes: ambos tiram o sono do brasileiro. A política, devido às mazelas de conhecimento de (quase) todos. São incontáveis os casos de corrupções e escândalos, numa proporção tão absurda que chego a pensar serem nossas (?) instituições políticas a representação de praticamente tudo que há de ruim: ganância, inveja, traição, vingança, oportunismo, egoísmo, manipulação, mentira, sede insaciável pelo poder, covardia, inversão de valores, vulgaridade, adulação etc.

E o futebol? Ah, o futebol, entretenimento de massas que, infelizmente, também não tem sido merecedor de respeito, pelo menos a “cartolagem”. Aliás, tudo o que tem como público-alvo as massas atrai os interesses ambiciosos das elites tupiniquins, ávidas de enriquecimento – lícito ou não, moral ou não.


Ah, vá, futebol e política tem muitas coisas (ruins) em comum, e não somente uma. Mas uma coisa é certa: futebol e políticos (profissionais) não combinam! Especialmente porque no Brasil se vê facilmente um horrendo contra-senso: dá-se muito mais valor ao futebol (ou aos resultados do clube de coração) do que a situação política, econômica e social do país. Duvida? Praticamente na mesma época, a não convocação do Romário para a Copa do Mundo de 2002 causou maior comoção do que o desvio de quase 200 milhões de reais na construção do TRT/SP.

E quando o lazer desvia nossas atenções de coisas realmente importantes, agindo como um entorpecente, suavizando ou agravando os desgostos da vida, é momento de repensar alguns conceitos. A doutrina de Marx apregoa ser a religião “o ópio do povo”; e no Brasil o futebol tem uma ação análoga.

Em suma, o futebol faz parte intimamente da vida do brasileiro. Aproveitando-se da notória (e direcionada) falta de instrução do povo, além das afinidades insanas que envolvem torcedor e clube de futebol, alguns espertalhões – pra não dizer canalhas – se apresentam (valendo-se, é claro, do poderio econômico) como remédios que combaterão o mal e a dor (forte, não?). Enfim, eles são os “benevolentes que alegrarão a massa desapossada”. É a política do pão e circo!

Um político profissional (aquele que dedica a vida por cargos públicos, defendendo os interesses dele próprio ou de uma oligarquia na qual ele está inserido) jamais poderia ocupar um cargo diretivo num clube de massa. É um contra-senso em si!

Este político não quererá jamais realizar um trabalho planejado em longo prazo. Tais trabalhos não atendem seus interesses. Ele não estará representando os interesses dos clubes, mas os seus próprios. Em algumas instâncias podem até coincidir – como um título, por exemplo. Título é curto prazo, o tal “jogador bilheteria” é curto prazo. Porém, é muito comum este benevolente diretor sobrecarregar as contas do clube e deixar as dívidas para seus sucessores.

Mas uma coisa é certa: o interesse individual-político virá sempre antes do interesse do clube.

A massa quer o título, custe o que custar. E como rege a política do pão e circo, deve-se agradar e distrair a população, de modo que esta não “se rebele”. Então, quer custe a estabilidade financeira do clube ou a moral do esporte, o trigo terá que estar pronto para o pão e o circo terá que ser armado.

A moral do esporte fica sob risco, sim. Para essa gente, os fins sempre justificam os meios. Que impeditivo moral tem essa gente para não corromper outro (jogador, juiz ou até o diretor do clube rival)? A história é quem relata! Não há como se opor aos fatos!

É com muita tristeza que leio a reportagem da Revista Placar, em sua edição de outubro de 1982, onde se relata a peita ao goleiro César, do CRB, através do então presidente do CSA, João Lyra.

Causa tristeza, claro. Mas quem à época ficou surpreso?

CRB, Meu Único Time

Senhores, fiz um breve vídeo em apoio ao grupo "CRB, Meu Único Time", presidido pelo amigo Ademar Passos.

Espero que gostem.

http://www.youtube.com/watch?v=XJpMotVjkzQ

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Mudança do calendário? Só pode ser piada!

Muito se tem pensado em soluções para os problemas do futebol brasileiro. Com o discurso demagogo de organizar os clubes brasileiros, criou-se um sistema que elitiza e exclui a maior parte dos clubes do Brasil. Nesta seara se encontram os clubes do Norte e Nordeste. CRB e CSA foram, sim, atingidos em cheio por esse sistema. Basta uma breve comparação: como estavam em 2002 e como estão hoje.

As soluções na verdade nunca foram feitas visando uma melhoria no futebol brasileiro como um todo. Estas nunca sequer foram pensadas. As tentativas de soluções visam os chamados grandes do eixo.

Recentemente, falou-se na possibilidade de mudança no calendário do futebol brasileiro e adequação ao calendário europeu. Alguns vêem – erroneamente, por óbvio – que seria esta uma solução para o êxodo que o futebol brasileiro está submetido. Engraçado é que, mais uma vez, tal alteração é pensada sob uma ótica elitista; ou seja, com os olhos de flamenguistas, são-paulinos, vascaínos, corintianos etc., em tese, os que tem seus jogadores mais assediados pelos grandes clubes do exterior.

As pessoas que hoje fazem o futebol são tão obtusas, que se esquecem do básico. Será que não existe uma lógica para que as férias européias sejam nos meses de junho e julho? Férias no inverno? Quem, diabos, irá querer férias assim?

E tal mudança passa longe de ser solução; com muita sorte pode ser um paliativo. E certamente com efeito em curto prazo. Lembremos que os mercados de Rússia e Ucrânia, que já exportam muitos jogadores, tem suas férias no mês de janeiro. Esses mercados são cada vez mais fortes; e os clubes brasileiros não conseguirão concorrer com estes. E os jogadores continuarão saindo indiscriminadamente.

O fato é que o futebol se transformou numa espécie de “contrabando de seres humanos”, onde, cada vez mais, o trabalhador (é isso que um jogador é) é tratado e aceito como uma coisa, uma peça. E nessa conjuntura, o Brasil tem uma categoria subsidiária. Todos os clubes brasileiros fecham o ano no vermelho – salvo os que possuem injeção estatal, lícita ou não, os tais “times de prefeitura”. Entre os grandes, os que são ditos mais organizados são os que tem saldo negativo menor. Porém, todos se enfraquecem em relação ao mercado europeu. Em outras palavras, uns enfraquecem mais rapidamente que outros, mas todos cedo ou tarde se abatem.

Mudar o calendário seria o mesmo que dizer “Vocês venceram! Nós, em desenvolvimento, somos inferiores”.

Definitivamente a mercantilização do futebol tem trazido mais prejuízos do que benefícios para os clubes brasileiros. Os clubes gastam o que não podem com jogadores e técnicos (muitos de qualidade questionável). Os jogadores no Brasil – diferentemente do mercado europeu – não dão o retorno financeiro, simplesmente porque o mercado consumidor brasileiro não dá conta. E os principais consumidores dos produtos do futebol, a saber, os europeus e os asiáticos, sequer conhecem os produtos do futebol tupiniquim.

E se os clubes gastam o que não conseguem arrecadar. Resta o que? Vender jogadores. A matemática é simples (e burra).

Simplesmente pagar menos a jogadores e técnicos não resolveria; aliás, agravaria a situação. É preciso buscar soluções, e não paliativos. Deve-se atacar a causa, e não a conseqüência. Isso é básico.

Pensaram num calendário mais organizado e com clubes que, em tese, teriam mais força para concorrer com o mercado externo. Não conseguiram, e, ainda, enxovalharam severamente os demais clubes. Acabou-se com os clubes formadores, aqueles que forneciam “mão-de-obra” para os maiores clubes do país.

Enquanto, no futebol brasileiro, cada um pensar exclusivamente no seu umbigo ou se organizarem oligarquicamente, não seremos verdadeiramente fortes.

Nós, alagoanos, devemos ficar atentos às idéias advindas do eixo e de sua imprensa bairrista. Nunca eles estarão preocupados com os clubes alagoanos. Nunca! Devemos tomar muito cuidado. E não estranhe no dia em que surgir a idéia de acabar com os estaduais. Já existe essa corrente (claro, de caráter elitista). Significará o fim do futebol brasileiro em sua essência. Diminui-los já foi um grande golpe.

domingo, 3 de janeiro de 2010

CSA estréia com derrota por goleada na Copa SP: muito além do placar do jogo

O representante de Alagoas na Copa São Paulo de Futebol Júnior, o CSA, estreou contra um forte candidato ao título, o São Paulo Futebol Clube. O resultado era previsível: vitória do Tricolor Paulista e com goleada (4 a 0); Lucas Gaúcho (2) Ronieli e Jeferson marcaram os gols da partida. Era preciso muito mais que uma zebra para fazer o CSA conquistar ao menos um empate. Valeu pelo esforço. Particularmente, gostei do goleiro Leandro e de algumas aparições do meia Thalysson. Muito pouco, muito pouco. Nem as questões táticas, onde se viu o CSA quase sempre tentando marcar atrás da linha da bola, são tão relevantes. A diferença era abissal!

O fato é que CSA e CRB não oferecem a estrutura necessária aos jovens das bases. Nem mesmo a política de seleção desses garotos é a mais adequada. É comum jogadores chegando ao time profissional sem o devido preparo emocional, tático e, especialmente, físico. A diferença de estrutura física dos atletas era flagrante no jogo em Jaguariúna.

Que lições podem ser extraídas disso? Cruzar os braços e se conformar com a diferença econômica que nos separam dos grandes centros é que não dá! CRB e CSA invertem suas prioridades, e não é de hoje. O mínimo de estrutura de fisiologia, fisioterapia, ortodontia e nutricional precisam ser prestadas. Até parcerias com o Poder Público poderiam ser feitas. Aliás, vale muito mais o apoio estatal para a formação do homem-atleta do que para custear salários do elenco profissional, como se acostumou em Alagoas.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Um processo de desvalorização

Quando Lafaiete Pacheco e outros jovens fundaram, em 1912, o Clube de Regatas Brasil, os serviços de telecomunicações tupiniquins ainda engatinhavam. Um ano depois foi fundado aquele que viria a ser o maior rival do CRB, o não menos glorioso Centro Sportivo Alagoano – fundado, a priori, sob a nomenclatura Centro Sportivo Sete de setembro. Ambos polarizariam a rivalidade no estado de Alagoas durante décadas.

O CRB, com sede no bairro da Pajuçara, tinha nos bairros de Ponta Verde e Pajuçara a maior parte de seus adeptos. A torcida do CSA, por sua vez, concentrava-se nos bairro às margens da Lagoa Mundaú. O CSA aderiu ao futebol em 1915; o CRB começou a pratica de futebol um ano depois.

A rivalidade entre os dois clubes só aumentava. Maceió se dividia em CSA e CRB – o azul e o encarnado.

Os mais antigos certamente se lembram da Rádio Nacional – um marco na história do rádio brasileiro –, fundada na década de 30, no Rio de Janeiro. Estatizada, pelo Estado Novo de Getúlio Vargas – em 1940 –, a emissora passou a ser ouvida em todos os cantos do Brasil.

Com a propagação dos meios de comunicação, a interação entre as regiões do Brasil aumentou consideravelmente. Porém, a expansão cultural era feita no sentido Sudeste-Nordeste; ou seja, de lá para cá, nunca o contrário. A cultura, a arte e os costumes do Rio de Janeiro eram transmitidos para todo o Brasil. De tal modo que a cultura de cada região era diminuída paulatinamente. Assim, o cenário foi mudando. Inclusive, a paixão dos torcedores. A popularidade do rádio se deu imediatamente; e, com o tempo, transformou-se em febre pelos clubes do Rio de Janeiro. Não demorou muito para que os clubes de maior popularidade em Alagoas fossem os cariocas.

Em outras palavras, os meios de comunicação roubaram um pouco de nossa identidade. Furtou-nos, por assim dizer, o orgulho do que verdadeiramente é nosso. Passamos, lamentavelmente, a admirar o que é deles. Sequer nos dávamos conta – ingenuidade perfeitamente compreensível, diga-se –, por um segundo sequer, da lavagem cerebral que estávamos submetidos. A Rádio Nacional possuía àquela altura uma força midiática superior – considerando as devidas proporções – a Rede Globo dos dias atuais.

Com o tempo, a TV substituiu o rádio na condição de maior veículo difusor do Brasil. Na década de 60, surge a Rede Globo, também com sede no Rio de Janeiro, que se tornou o maior canal de TV da América Latinha (quarta maior do mundo). Mais uma vez os alagoanos eram submetidos e acostumados à cultura do eixo mais rico do país.

E os clubes locais? Tire o amigo leitor a sua conclusão: o Flamengo já tinha a maior torcida em Alagoas. Amigo, num jogo entre CRB e Flamengo, em 1976 – ano da melhor classificação do Regatas num Campeonato Brasileiro de Primeira Divisão –, entrou para história pela quantidade de torcedores do Flamengo em pleno Rei Pelé. O jogo foi matéria na Revista Placar da época, exaltando a “nação flamenguista” em terras alagoanas.

Os clubes paulistas só viriam a adquirir aceitação maciça entre os alagoanos a partir das transmissões de seus jogos em cadeia nacional – não coincidentemente, por óbvio. Clubes como Corinthians, Palmeiras e São Paulo também passaram a ter torcidas expressivas em Alagoas. CRB e CSA, para infelicidade da identidade alagoana, só diminuíam.

Percebe-se que, ao longo dos anos, foi feito uma lavagem cerebral nas pessoas das regiões periféricas do país, daqueles territórios que não fazem parte do centro socioeconômico brasileiro. Roubaram-nos a cultura e a arte: os folguedos, o bumba-meu-boi, os pastoris. Deram-nos a cultura deles, forçaram-nos a admirar o que é deles e menosprezar o que é nosso. Fizeram-nos menosprezar nossos clubes.

Penedense, CRB, CSA e ASA são exemplos de tradicionais e originais produtos do nosso futebol, da nossa cultura. Esses, sim, tem relação com nossas raízes.

A IMPORTÂNCIA DE VALORIZAR O FUTEBOL ALAGOANO:

1 – Valoriza o que é da terra, legitimamente nosso, genuinamente alagoano.

2 – Com o clube local sendo alvo de maiores interesses, a conseqüência é a necessidade de cobertura da imprensa. Assim, descentralizando as notícias da grande mídia, abrindo espaços para outros veículos, dando alternativas de buscas e aumento de informações. Essa concorrência da mídia só traz mais qualidade na cobertura.

3 – Torcer por um clube de sua região significa ter a chance de ir ao estádio costumeiramente, acompanhar treinos, ter proximidade com os ídolos etc.

4 – Nivela a divisão de cotas de televisão – maior fonte de receita dos principais clubes brasileiros –, diminuindo a desigualdade entre os clubes.

5 – Com mais torcedores, o clube passa a investir no marketing, gerando mais uma fonte de recurso. Criam-se produtos do clube da região, gerando mais empregos indiretos.

6 – Futebol é lazer! Um clube local forte é garantia de eventos e entretenimentos para a população.

7 – Evita a decadência do futebol do estado menor. Nosso estadual está cada vez mais espremido para atender às exigências da CBF, que quer priorizar o calendário dos grandes clubes do eixo. Por que priorizam esses clubes? Respondo: pois tem mais torcedores em todo país. A grande maioria dos clubes alagoanos joga apenas em três meses do ano. Futebol é a alegria do povo. O povo gosta de ir aos estádios. O nordestino ainda mais!

8 – Mais torcedores dos clubes locais, mais receitas (ingressos, sócios, vendas de camisas, chaveiros etc.) e mais empregos (jogadores, treinadores, massagistas, jornalistas, costureiras, ambulantes, porteiros, lavadeiras, enfim, todos os empregos gerados direta e indiretamente pelo futebol).

9 – Com os times da região fortes, teremos como conseqüência a criação de ídolos locais. A criação de ídolos estimula o espelhamento e a prática esportiva.

10 – Diminui a elitização (clubes ricos – do eixo – cada vez mais ricos, e clubes pobres – os demais – cada vez mais pobres) do futebol brasileiro.

11 – Fortalece até mesmo os pequenos clubes do interior, que tem nos estaduais a sua única oportunidade de participação.

12 – Não fornece ainda mais receitas aos clubes já privilegiados econômica e geograficamente, assistindo seus jogos e comprando seus produtos; clubes esses que estão longe e os seus simpatizantes não podem usufruir do que este capital proporciona.

A propósito, qual seu time de coração?